PF investiga esquema de venda irregular de armas para CACs e apreende sete fuzis no Rio de Janeiro

Operação Polaridade mira policiais militares, integrante da Marinha e suspeitos de facilitar a liberação ilegal de armamentos mediante pagamentos indevidos.

05/11/2026 12H35

foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Polaridade, que investiga um suposto esquema criminoso envolvendo fraudes na autorização para compra de armas de fogo e munições destinadas a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), no estado do Rio de Janeiro.

A ação resultou na apreensão de sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de equipamentos eletrônicos e documentos que poderão contribuir para o avanço das investigações.

Policiais e militar da Marinha estão entre os investigados

A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal. As diligências ocorreram em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda.

Entre os alvos estão dois policiais militares da ativa e um integrante da Marinha do Brasil. O militar foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

A operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Pagamentos ilegais facilitavam autorização de armas

Segundo as investigações, pessoas interessadas em adquirir armas e munições realizavam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado responsável por atividades relacionadas à análise de documentos.

Em troca, processos administrativos seriam liberados irregularmente, sem o cumprimento das exigências previstas na legislação brasileira.

A suspeita é de que o esquema tenha comprometido mecanismos de controle sobre a aquisição e o registro de armamentos.

Investigação começou após identificação de irregularidades

A primeira fase da Operação Polaridade ocorreu em setembro de 2026, quando a Polícia Federal identificou suspeitas de falsificação de documentos e aprovação irregular de pedidos de aquisição de armas.

Na ocasião, foram realizadas prisões e apreensões de armamentos.

Os envolvidos poderão responder, conforme a participação individual, por crimes como corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, associação criminosa e comércio ilegal de armas de fogo.

A Polícia Federal continua investigando a extensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos.


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