Flávio Dino autoriza terceira investigação contra Lulinha e determina apuração sobre vazamento de informações sigilosas

Ministro do STF abre novo inquérito envolvendo o filho do presidente Lula; decisão também atende pedido da defesa para investigar supostos vazamentos

04/08/2026 09H55

Ministro Flávio Dino em sessão plenária • Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de uma terceira investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão representa mais um desdobramento das apurações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo o empresário.

Além de autorizar a nova investigação, Dino também determinou a instauração de um outro inquérito para apurar possíveis vazamentos ilegais de informações sigilosas relacionadas às investigações em andamento. A medida atende a um pedido apresentado pela defesa de Lulinha, que alegou a divulgação indevida de dados protegidos por sigilo.

Terceira frente de investigação

Com a decisão, Lulinha passa a ser alvo de uma terceira frente investigativa no STF. O conteúdo específico da nova apuração ainda não foi detalhado oficialmente.

A autorização ocorre poucos dias após outra investigação envolvendo o filho do presidente ter sido aberta para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção, a partir de pedido da Polícia Federal. Na ocasião, a defesa afirmou que as acusações são infundadas e sustentou que seu cliente não praticou qualquer irregularidade.

Vazamento de informações

O novo inquérito sobre vazamentos buscará identificar se documentos, informações ou dados protegidos por sigilo foram divulgados de forma ilegal durante o andamento das investigações.

Segundo a CNN Brasil, essa apuração foi autorizada por Flávio Dino após solicitação da defesa de Lulinha, que vinha apontando supostos vazamentos para a imprensa e terceiros.

Caso segue em andamento

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não divulgou detalhes sobre os fatos que serão investigados nesta nova frente nem estabeleceu prazo para conclusão dos trabalhos.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento do STF, e novos desdobramentos poderão ocorrer conforme o avanço das diligências.

A defesa de Lulinha mantém a posição de que ele é inocente e afirma que colaborará com as autoridades durante toda a investigação.


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