Terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão, destrói shopping e derruba muralha de castelo histórico

Forte tremor atingiu a província de Kumamoto, provocou incêndios, apagões e danos em estradas; dezenas de funcionários estão desaparecidos

28/07/2026 17H19

Forte tremor atingiu a província de Kumamoto, provocou incêndios, apagões e danos em estradas; dezen

Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão nesta terça-feira, 28 de julho de 2026, provocando destruição, incêndios, interrupções no transporte e o desabamento parcial de um grande shopping na província de Kumamoto, na ilha de Kyushu.

O tremor ocorreu no fim da tarde, pelo horário local, com epicentro próximo à cidade de Kumamoto. Segundo as autoridades, o terremoto foi registrado a uma profundidade aproximada de 10 quilômetros, o que contribuiu para que os impactos fossem sentidos com grande intensidade na superfície.

Um dos locais mais atingidos foi o shopping Aeon Mall Kumamoto, considerado um dos maiores centros comerciais da região. Após o terremoto, parte da estrutura desabou e uma forte explosão destruiu paredes e deixou vigas metálicas expostas.

Funcionários estão desaparecidos

Cerca de 200 clientes teriam sido retirados do shopping logo após o primeiro tremor. No entanto, entre 20 e 30 funcionários permaneciam desaparecidos até a última atualização divulgada pela imprensa japonesa.

Equipes de emergência foram mobilizadas, mas os trabalhos de busca enfrentam dificuldades devido ao risco de novos desabamentos e fortes réplicas.

Testemunhas relataram cheiro de gás nas proximidades antes da explosão. As autoridades investigam se um vazamento provocado pelo terremoto teria causado a destruição de parte do edifício.

Relatos divulgados por veículos locais indicam que várias pessoas podem ter ficado presas sob os escombros. Até o momento, o número oficial de mortos ainda não havia sido confirmado pelas autoridades.

Shopping havia sido reinaugurado recentemente

O Aeon Mall Kumamoto havia sido reinaugurado em junho de 2026, após passar por uma ampla reforma e modernização. O empreendimento também havia sido danificado pelo terremoto que atingiu a região em 2016.

O centro comercial possuía aproximadamente 200 lojas, salas de cinema e estacionamento com capacidade para cerca de 5 mil veículos. Antes do novo terremoto, o shopping recebia mais de 8 milhões de visitantes por ano.

A reinauguração havia sido apresentada como um símbolo da recuperação econômica e estrutural de Kumamoto após os tremores registrados há dez anos.

Muralha de castelo histórico desaba

O terremoto também provocou o desabamento de parte da muralha de pedras do Castelo de Kumamoto, uma das construções históricas mais importantes do Japão.

A estrutura foi construída no início do século XVII, durante o comando do general Kato Kiyomasa, e possui mais de 400 anos de história.

Imagens registradas no local mostram uma grande quantidade de pedras se desprendendo da muralha e caindo próximas ao monumento. O castelo já havia sofrido danos graves durante os terremotos de 2016 e ainda passava por trabalhos de recuperação.

Apagões e estradas destruídas

O terremoto deixou aproximadamente 48 mil residências sem energia elétrica. Rodovias apresentaram rachaduras, pontes foram danificadas e diversos edifícios sofreram desabamentos.

Os serviços ferroviários na região de Kyushu foram suspensos, incluindo trechos operados pelos trens de alta velocidade. O aeroporto de Kumamoto também precisou interromper temporariamente as operações, provocando cancelamentos e desvios de voos.

Operadoras de telefonia relataram problemas nos serviços de comunicação devido aos apagões e aos danos em linhas de transmissão.

Empresas instaladas na região, incluindo indústrias dos setores de tecnologia e automóveis, suspenderam as atividades e retiraram funcionários das unidades por medida de segurança.

Cerca de 300 mil pessoas recebem ordem de evacuação

Aproximadamente 300 mil moradores foram orientados a procurar centros de evacuação. Centenas de integrantes das Forças de Autodefesa do Japão foram enviados para ajudar nas operações de resgate e atendimento às vítimas.

Um alerta de tsunami chegou a ser emitido logo após o terremoto, mas foi retirado posteriormente. As autoridades informaram que não foram identificadas anormalidades nas usinas nucleares localizadas na região.

A Agência Meteorológica do Japão alertou para a possibilidade de novas réplicas fortes, além do risco de deslizamentos de terra e novos desabamentos de estruturas danificadas.

O governo japonês pediu para que os moradores permaneçam em locais seguros e acompanhem exclusivamente as orientações oficiais.

Região já foi devastada por terremoto em 2016

Kumamoto foi atingida por uma sequência de terremotos em abril de 2016. O maior tremor daquela série teve magnitude 7,3 e deixou 275 mortos, mais de 2,7 mil feridos e milhares de construções danificadas.

O novo terremoto ocorreu pouco mais de dez anos depois da tragédia e voltou a atingir locais que haviam sido reconstruídos ou ainda estavam em processo de recuperação.

As autoridades japonesas continuam avaliando a extensão dos danos. O número de vítimas e desaparecidos poderá ser atualizado durante as próximas horas.



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