Por que agosto é conhecido como o “mês do cachorro louco”? Entenda a origem da expressão

Período é tradicionalmente associado à raiva, doença grave que pode atingir animais e seres humanos; vacinação e cuidados preventivos são fundamentais

23/08/2026 10H00

imagem ilustrativa/IA

A expressão “agosto, mês do cachorro louco” atravessa gerações e ainda é bastante conhecida no Brasil. A associação está relacionada principalmente à raiva, uma zoonose viral extremamente grave que afeta mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos.

Embora a raiva possa ocorrer em qualquer época do ano, historicamente o mês de agosto ficou ligado ao aumento da movimentação e do contato entre cães. Uma das explicações populares para isso envolve mudanças ambientais e comportamentais dos animais, favorecendo encontros, disputas e, consequentemente, mordidas.

A transmissão da raiva ocorre principalmente pelo contato da saliva de um animal infectado com ferimentos, sobretudo por meio de mordidas. Depois de atingir o sistema nervoso central, a doença apresenta altíssima letalidade após o aparecimento dos sintomas.

No Brasil, os morcegos têm papel importante na manutenção e transmissão do vírus da raiva entre diferentes espécies, enquanto cães e gatos merecem atenção especial por sua proximidade com as pessoas.

Vacinação continua sendo fundamental

A prevenção é uma das principais armas contra a doença. A editora da Revista Ecotour News, Vininha F. Carvalho, destaca a importância de manter os animais protegidos.

“O animal tem direito a proteção, a prevenção de doenças e a cura, por isso é preciso vaciná-lo contra a raiva”, afirma.

A vacinação de cães e gatos deve seguir as recomendações das autoridades sanitárias e do médico veterinário. O profissional poderá avaliar a idade do animal, seu estado de saúde, histórico de vacinação e eventuais situações que exijam cuidados específicos.

O que fazer após uma mordida?

A atenção deve ser imediata quando uma pessoa é mordida ou arranhada por um animal suspeito. A orientação é lavar bem o ferimento com água e sabão e procurar rapidamente uma unidade de saúde, onde será avaliada a necessidade de vacinação ou de outras medidas de prevenção contra a raiva.

Também não é recomendado capturar ou manipular morcegos encontrados caídos, mortos ou apresentando comportamento incomum. Nessas situações, o serviço de saúde ou de zoonoses do município deve ser acionado.

A raiva pode atingir cães, gatos, morcegos, bovinos, equinos e diversos outros mamíferos domésticos e silvestres. Por ser transmissível dos animais para as pessoas, permanece como uma doença que exige vigilância permanente.

Mais do que lembrar a tradicional expressão do “cachorro louco”, agosto serve como oportunidade para reforçar um cuidado que precisa existir durante os 12 meses do ano: vacinação, acompanhamento veterinário e atenção diante de qualquer possível exposição à raiva.




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