Mesa-redonda dá continuidade à campanha dos 16 Dias de Ativismo no Morro Alto
Encontro reuniu profissionais da rede de proteção e mulheres da comunidade para discutir violência digital, autocuidado e autonomia
Foto: Secom/Prefeitura
A Prefeitura de Guarapuava, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, CRAM e CREAS Morro Alto, realizou nesta quinta-feira (27) uma mesa-redonda com o tema “Enfrentamento à Violência Digital Contra Todas as Mulheres e Meninas”, na Escola Municipal Hildegard Burjan. A atividade marcou mais uma ação da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, envolvendo profissionais da rede e mulheres atendidas pelos serviços do território.
A proposta da mesa foi promover formação e diálogo sobre violência digital, um tema que preocupa as equipes por conta de casos como o uso intenso das plataformas online. Segundo a assistente social do CRAM, Dionéia Edlyng Maciel, o momento reforça o papel da rede de proteção. “Esse movimento é muito importante para prevenir violências e prestar um atendimento completo às mulheres de Guarapuava. Hoje conversamos sobre violência, sobre a rede e sobre como prestar apoio para quem precisa”, explicou.
Além dos profissionais, mulheres atendidas pelos CRAS Morro Alto e CRAS do Residencial 2000 também participaram da programação. A psicóloga do CRAS II, Rafaela Mezzomo, destacou que a mobilização fortalece o vínculo com a comunidade. “A gente articulou entre os serviços uma fala e um debate com as mulheres daqui do Morro Alto e também do bairro Residencial 2000. O objetivo é aproximar as mulheres dos serviços de proteção, que promovem autonomia, autocuidado e enfrentamento da violência”, disse.
Entre as moradoras que acompanharam a ação está Cleonice de Lima, que participa ativamente das atividades do território. “Eu frequento o CRAS há uns dois anos. Moro só eu e minha neta, fiquei viúva faz dois meses. Mas eu gosto muito de participar, faço cursos, estou sempre envolvida”, contou. Para ela, momentos como esse fortalecem a comunidade: “É muito importante pra nós, pra melhorar cada vez mais.Tudo que eu descubro, eu vou e faço”.
As falas e reflexões apresentadas ao longo da mesa integraram a agenda dos 16 dias de ativismo no território, que seguirá com atividades voltadas ao autocuidado, autoestima, prevenção e divulgação dos serviços da rede de proteção às mulheres.
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