Dia Estadual de Combate ao Feminicídio reforça mobilização pela proteção das mulheres no Paraná

Celebrada em 22 de julho, data homenageia a advogada Tatiane Spitzner e alerta para a importância da denúncia e do enfrentamento à violência contra a mulher

22/07/2026 07H31

O Paraná celebra, nesta quarta-feira, 22 de julho, o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, data dedicada à conscientização, à prevenção da violência contra a mulher e ao fortalecimento das redes de proteção em todo o Estado.

A mobilização foi criada pela Lei Estadual nº 19.873/2019 e posteriormente incorporada ao Código da Mulher Paranaense. A escolha do dia faz referência à morte da advogada Tatiane Spitzner, vítima de feminicídio em 2018, em Guarapuava.

A data busca incentivar ações educativas, debates, seminários, campanhas e atividades que ajudem a população a identificar situações de violência e a interromper ciclos de agressões antes que resultem em mortes.

Feminicídio é a forma mais extrema da violência contra a mulher

O feminicídio ocorre quando uma mulher é assassinada em razão de sua condição feminina, especialmente em contextos de violência doméstica e familiar, menosprezo, discriminação ou ódio contra mulheres.

Em muitos casos, o crime é precedido por ameaças, perseguições, humilhações, controle excessivo, agressões físicas, violência psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Por isso, autoridades e instituições reforçam que os primeiros sinais de violência não devem ser ignorados. A denúncia pode interromper as agressões, permitir a adoção de medidas protetivas e evitar que o ciclo de violência termine de forma fatal.

Caso Tatiane Spitzner marcou Guarapuava e o Paraná

A advogada Tatiane Spitzner foi morta pelo marido em 22 de julho de 2018, em Guarapuava. O caso ganhou repercussão nacional e passou a representar a luta de milhares de mulheres vítimas de violência doméstica.

A criação da data estadual busca preservar a memória da vítima e ampliar a conscientização da sociedade sobre a necessidade de enfrentar o feminicídio de forma permanente.

Mais do que uma homenagem, o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio representa um chamado para que familiares, amigos, vizinhos, instituições públicas e toda a comunidade não permaneçam em silêncio diante de sinais de violência.

Denunciar pode salvar uma vida

Em situações de emergência ou quando a agressão estiver acontecendo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

No Paraná, denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181. A Polícia Civil também recebe informações pelo telefone 197 e orienta as vítimas a procurarem uma delegacia para o registro da ocorrência.

O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, também oferece orientações, informações sobre direitos e encaminhamento para os serviços da rede de proteção.

A Polícia Civil destaca que todas as delegacias estão aptas a atender mulheres em situação de violência, mesmo nos municípios onde não há uma Delegacia da Mulher.

Combate ao feminicídio depende de toda a sociedade

O enfrentamento à violência contra a mulher não deve ocorrer apenas após uma agressão grave. A prevenção começa com informação, educação, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores.

O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio reforça que nenhuma forma de violência deve ser considerada normal. Ameaças, ciúmes excessivos, controle de roupas, dinheiro, amizades, redes sociais e deslocamentos podem representar sinais de um relacionamento abusivo.

Romper o silêncio, acolher sem julgamentos e comunicar as autoridades são atitudes que podem proteger mulheres e salvar vidas.

Canais de denúncia

Polícia Militar: 190
Disque-Denúncia Paraná: 181
Polícia Civil do Paraná: 197
Central de Atendimento à Mulher: 180


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