TSE garante sistemas blindados para o segundo turno das eleições 2026

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirma que verificação confirmou a autenticidade dos programas utilizados na votação deste domingo (25).

24/10/2026 17H00

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques • Leobark Rodrigues/TSE

A um dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (24) que os sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral estão preparados e protegidos contra interferências indevidas.

A declaração ocorreu durante a Cerimônia de Verificação da Integridade e Autenticidade dos Sistemas Instalados no TSE, realizada em Brasília.

Segundo o ministro, a fiscalização confirmou que os programas instalados são os mesmos que passaram por inspeção, assinatura digital e lacração antes das eleições.

Nenhuma alteração nos programas

Durante a cerimônia, Nunes Marques destacou que a análise das assinaturas digitais e dos códigos criptográficos confirmou a integridade dos arquivos utilizados pela Justiça Eleitoral.

De acordo com o presidente do TSE, nenhuma linha dos programas foi modificada, retirada ou acrescentada desde a conclusão dos procedimentos oficiais de segurança.

A verificação foi aberta ao público e contou com a participação de entidades fiscalizadoras, responsáveis por acompanhar os procedimentos técnicos.

Fiscalização começou em 2025

O processo de fiscalização dos sistemas eleitorais teve início em 2 de outubro de 2025, quando os códigos-fonte foram disponibilizados para análise de partidos políticos e outras instituições autorizadas.

Os programas utilizados nas eleições de 2026 foram oficialmente assinados e lacrados em 4 de setembro deste ano.

Participaram desse procedimento representantes do TSE, da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, do Ministério Público Federal e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

Segurança do voto eletrônico

O presidente do TSE também procurou tranquilizar os eleitores que irão às urnas neste domingo, quando brasileiros decidirão o segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo Nunes Marques, os procedimentos de fiscalização e auditoria buscam garantir que os votos sejam registrados e totalizados com integridade e transparência.

A Justiça Eleitoral reforça que a conferência dos sistemas faz parte das medidas adotadas para assegurar a autenticidade dos programas utilizados durante a votação e a apuração dos resultados.


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