PREPARE O BOLSO: LEITE DEVE FICAR MAIS CARO EM 2026 E IMPACTO JÁ PREOCUPA CONSUMIDORES

Alta nos custos no campo, guerra no Oriente Médio e pressão da indústria podem fazer preço do leite disparar nos supermercados

20/05/2026 11H15

imagem ilustrativa/IA

O preço do leite voltou a subir com força no Brasil e especialistas alertam que o consumidor deve preparar o bolso para novos aumentos nos supermercados ao longo de 2026.

Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que o valor pago ao produtor teve uma forte reação nos primeiros meses do ano, impulsionado pela queda na oferta de leite cru, aumento dos custos de produção e maior disputa da indústria pela matéria-prima. 

Segundo o levantamento, a chamada “Média Brasil” do leite ao produtor fechou março de 2026 em R$ 2,3924 por litro, registrando alta de 10,5% em relação a fevereiro. No Paraná, o valor médio chegou a R$ 2,4719 por litro, um dos maiores do país. 

Os números mostram uma escalada rápida no setor. Em janeiro, a média nacional estava em R$ 2,0216/litro. Já em fevereiro subiu para R$ 2,1464 e, em março, saltou para R$ 2,3924/litro. 

Especialistas explicam que a alta ocorre principalmente pela redução da produção no campo. O Cepea aponta que o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) caiu 11,1% no primeiro trimestre de 2026, reduzindo a oferta e aumentando a competição entre laticínios para garantir abastecimento. 

Além da menor produção, produtores rurais enfrentam aumento nos custos da ração, fertilizantes, energia elétrica e diesel, fatores agravados pelo cenário internacional e pelas tensões econômicas globais. 

A expectativa do mercado é de que produtos derivados como queijo, manteiga, iogurte, creme de leite e leite longa vida também sofram reajustes nos próximos meses.

Economistas avaliam que a nova pressão sobre os alimentos pode impactar diretamente a inflação e o orçamento das famílias brasileiras, principalmente no segundo semestre de 2026.



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