PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre suposta ligação com Banco Master
Senador do PT deverá prestar depoimento em agosto; defesa nega irregularidades e afirma que parlamentar nunca favoreceu a instituição financeira
imagem ilustrativa/IA
A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner para prestar depoimento no âmbito das investigações que apuram uma suposta relação do parlamentar com o Banco Master. O depoimento está previsto para o dia 7 de agosto, segundo informações obtidas pela imprensa.
A intimação ocorre após a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve o senador como um dos principais alvos. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.
O que a Polícia Federal investiga
Segundo a investigação, há indícios de que Jaques Wagner teria recebido, direta ou indiretamente, vantagens econômicas por meio de familiares, pessoas próximas e empresas ligadas ao seu entorno, em operações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro e ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
Entre as suspeitas apuradas pela PF estão:
- suposto recebimento de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões;
- utilização de aeronaves ligadas ao grupo empresarial;
- recebimento de ingressos para eventos;
- possível atuação em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional, em temas como crédito consignado, Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e negociações envolvendo a instituição financeira.
Defesa nega acusações
O senador nega qualquer irregularidade. Em manifestações públicas anteriores, Jaques Wagner afirmou que manteve apenas relações institucionais com empresários ligados ao banco e que jamais atuou para beneficiar o Banco Master no Congresso Nacional.
A defesa também ingressou com recurso no STF para tentar anular a operação policial, sustentando que houve falhas na investigação e que não existem provas de favorecimento ao banco.
Mudança na liderança do governo
Dias após ser alvo da operação, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado. Na ocasião, afirmou que a decisão ocorreu em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarou que seu foco passou a ser a defesa no processo e a campanha eleitoral de 2026.
A investigação segue em andamento. Até o momento, não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem condenação judicial contra o senador, prevalecendo a presunção de inocência durante a apuração.
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