PF confirma que guarda celular de Vorcaro e pode enviar dados aos ministros do STF

Corporação afirma que o material original está preservado; PGR defende acesso integral antes da sessão marcada para terça-feira (15).

13/09/2026 17H15

Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio

A Polícia Federal informou neste domingo (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que mantém sob sua guarda o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os dados originais extraídos do aparelho. Segundo a instituição, o material está preservado, com lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital.

A corporação também afirmou ter capacidade técnica para produzir e encaminhar cópias idênticas aos ministros que solicitaram acesso. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin estão entre os integrantes da Corte que manifestaram interesse em receber a íntegra das informações.

A resposta atende a um pedido feito por Fachin na noite de sábado (12). O presidente do STF solicitou esclarecimentos sobre quem mantinha a custódia do material e quais eram suas condições de preservação.

No pedido, Fachin mencionou a negativa do ministro André Mendonça em disponibilizar o conteúdo. Mendonça explicou que a mídia guardada em seu gabinete é uma cópia de segurança, lacrada e inacessível, destinada a eventual necessidade ou à substituição do material original em caso de perda ou extravio.

A PF informou que essa cópia foi encaminhada após uma solicitação do gabinete do ministro.

PGR cobra acesso antes do julgamento

A Procuradoria-Geral da República reiterou, no sábado, que todos os ministros precisam ter acesso integral aos dados antes da sessão prevista para terça-feira (15). A mesma solicitação já havia sido apresentada na sexta-feira.

Conforme a reportagem da Agência Brasil, Fachin determinou a retirada do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master, mas Mendonça liberou apenas parte do conteúdo, sem disponibilizar a mídia extraída do celular.

Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o acesso desigual às informações prejudica a igualdade de condições entre os ministros e a análise conjunta do caso. A manifestação defende que todos conheçam os elementos relevantes antes do julgamento.

Fonte: Agência Brasil

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