Operação Abecedário: MPPR denuncia Professor Pablo, filho e outros investigados por suspeitas de fraudes em Guarapuava

Ex-secretário de Educação está entre os denunciados em investigação que apura supostas fraudes em licitações, corrupção, peculato e desvios de recursos destinados a serviços em escolas e CMEIs

02/10/2026 10H18

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou cinco denúncias decorrentes da Operação Abecedário, investigação que apura supostas fraudes em licitações e desvios de recursos públicos em Guarapuava. Entre os denunciados está Pablo Almeida, o Professor Pablo, ex-secretário municipal de Educação e atual vereador, além do filho dele, empresários e agentes públicos.

A operação investiga irregularidades que teriam ocorrido em contratos para serviços de engenharia civil e pequenos reparos em prédios públicos, especialmente escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

MPPR aponta desvio de materiais e supostos pagamentos

Em uma das denúncias, o MPPR imputa crimes de peculato e corrupção ao ex-secretário municipal de Educação, ao filho dele, a empresários e a um engenheiro civil da Prefeitura.

Segundo a acusação, entre 2021 e 2022, materiais adquiridos com recursos públicos teriam sido desviados para uma obra particular do então secretário.

O Ministério Público também sustenta que o filho do ex-gestor teria sido contratado por empresas investigadas e que essa contratação teria servido como forma de repasse de propina. Conforme a denúncia, teriam ocorrido 17 pagamentos entre 2021 e 2023.

Nessa frente da investigação, o MPPR calcula em R$ 50.591,73, em valores atualizados, o prejuízo aos cofres públicos e as vantagens consideradas ilícitas.

Cinco denúncias e pedido milionário de ressarcimento

As demais denúncias da Operação Abecedário alcançam empresários e outros agentes públicos. Uma delas aponta a suposta existência de uma organização criminosa formada por sete empresários, que teria simulado concorrência entre empresas para fraudar licitações.

Em outro núcleo, um engenheiro civil da Prefeitura é acusado de ter recebido aproximadamente R$ 85,6 mil em propina, em valores atualizados.

Já na quinta denúncia, envolvendo dez pessoas, o MPPR afirma que, dos R$ 4,5 milhões pagos a uma empresa contratada para reparos em prédios escolares, R$ 2.140.425,42 corresponderiam a serviços não executados ou cobrados acima dos valores contratados. O órgão também pede a devolução de R$ 365.337,56 referentes ao lucro que considera ilícito.

A Operação Abecedário foi deflagrada em 2024 e cumpriu 26 mandados de busca e apreensão. As investigações continuam e outras licitações ainda estão sendo analisadas.

As informações sobre os crimes e irregularidades descritos são acusações apresentadas pelo Ministério Público. O oferecimento de denúncia não representa condenação, e os denunciados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.


Fonte: MPPR e Portal Gmais

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