O trabalho da segurança eletrônica para a inovação brasileira

Quando pensamos em Smart Cities é importante ter em mente que esta é uma necessidade para manter a oferta de serviços básicos apesar do adensamento populacional.

03/06/2021 09H32

foto: reprodução/Assessoria

Por Selma Migliori, presidente da ABESE - Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança

Nos últimos anos, as principais capitais do mundo entenderam que a segurança eletrônica é essencial para a gestão de cidades. Quando pensamos em Smart Cities é importante ter em mente que esta é uma necessidade para manter a oferta de serviços básicos apesar do adensamento populacional. O que poucos notam, é que a realização de grandes projetos não depende apenas de novas tecnologias, mas do trabalho de associações, empresas e empreendedores para criar bases legais, certificações e estruturas que possibilitem a integração entre setor público e privado.   

No Brasil, nosso setor é o pilar para a consolidação do ecossistema de Cidades Inteligentes. Em primeiro lugar, a segurança eletrônica é a base da pirâmide tecnológica nacional. O parque de equipamentos instalados, como câmeras, alarmes, controladoras, sistemas de monitoramento, dentre outros, formam o solo através do qual - tanto o setor público quanto o setor privado - devem partir para construir e integrar dados, tecnologias e soluções à serviço do bem-estar social.

Este é o desafio que a Abese aceitou e que vem correspondendo ao representar as empresas de sistemas eletrônicos de segurança perante o governo brasileiro. A participação ativa em projetos de leis e na estruturação de políticas públicas para o setor tecnológico, assim como a presença nas câmaras 4.0 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), tem o intuito de apresentar o segmento como uma ferramenta de escalabilidade de tecnologias, integrando-o ao ecossistema de inovação brasileiro. 

O próximo passo da segurança eletrônica já foi dado. Neste ano, o ABESE LABS By PNIT2I abrirá as portas para receber fabricantes de hardware e software abertos e municípios interessados em replicar estas soluções em larga escala. Trata-se de uma ação concreta que integra empresas da segurança eletrônica, demandantes públicos - municipais, estaduais e federais - assim como representantes do setor privado em busca de inovação.

As soluções abertas do ABESE LABS By PNIT2I serão licenciadas exclusivamente pela associação - que servirá como um polo de integração e neutralidade entre o setor público e a segurança eletrônica. É importante notar que todo o trabalho que desempenhamos até aqui reverbera neste lançamento, como a Lei das TICs: os fabricantes de equipamentos poderão, através desta legislação, utilizar o incentivo fiscal para mobilizar ações de inovação dentro do ecossistema Abese para contribuir no desenvolvimento de equipamentos e soluções.

Desejo reforçar todo trabalho estratégico que existe por trás de cada conquista. Para gerar um ecossistema propício ao desenvolvimento da segurança eletrônica, a Abese mobilizou governos estaduais, municipais e federais, centros de pesquisa, academias e agências de fomento. Neste caminho, é fundamental contar com o apoio dos principais interessados: os empresários do setor. Se não existe futuro sem a segurança eletrônica, é correto afirmar que não existe segurança eletrônica sem o esforço coletivo dos diferentes atores que a formam. A Abese conquistou muito, mas o potencial do segmento é inesgotável desde que trabalhemos juntos.