Lula e Trump surpreendem na ONU e demonstram química inesperada em meio a divergências

Apesar dos discursos opostos, o encontro nos bastidores, logo após fala de Lula, revelou proximidade e abriu espaço para diálogo entre Brasil e Estados Unidos

27/09/2025 12H00

Lula e Donald Trump. Fotos: Brendan Smialowski e Patrick T. Fallon/AFP.

Nova York, 25 de setembro de 2025 – A 80ª Assembleia Geral da ONU foi marcada não apenas pelos discursos firmes de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, mas também por um gesto inesperado: a demonstração de cordialidade e a “química excelente” entre os dois líderes, como definiu o próprio presidente norte-americano.

No púlpito, Lula foi o primeiro a se pronunciar, reforçando a defesa da soberania brasileira e condenando pressões externas, como tarifas comerciais e sanções políticas impostas pelos Estados Unidos. Seu discurso destacou o papel do Brasil na defesa da democracia, afirmando que “nenhum autoritarismo sobrevive onde há respeito ao Estado de Direito”.

Após a fala de Lula, Trump teve um breve encontro com o presidente brasileiro nos bastidores, na saída do plenário. O republicano relatou que a interação foi positiva, elogiou a postura de Lula e afirmou que entre os dois existe uma “excelente química”. O gesto surpreendeu observadores internacionais e foi interpretado como um sinal de que a diplomacia ainda pode abrir canais de diálogo.

O episódio chama atenção pelo contraste entre discursos e bastidores: enquanto as falas públicas mantiveram o tom de confronto, o encontro demonstrou cordialidade e abertura. A expectativa agora recai sobre a reunião oficial entre Lula e Trump na próxima semana, que poderá definir os próximos capítulos dessa relação marcada por tensões, mas também por gestos inesperados de aproximação.


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