Influenza A avança no país e Fiocruz emite alerta de risco para quase todos os estados

No Dia Nacional da Imunização (09/06), especialista aponta estratégias para frear o vírus e combater a queda na cobertura vacinal

08/06/2026 17H00

Diante da alta de Influenza A, especialista alerta para a importância da vacinação coletiva no Brasi

O avanço dos casos de Influenza A no Brasil acendeu o alerta das autoridades sanitárias. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o rinovírus estão entre os principais causadores da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

 

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que quase todas as unidades da Federação - com exceção de Rondônia - estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Além disso, 20 delas também apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).

 

Dia Nacional da Imunização

Nas vésperas do Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho e instituído para conscientizar a população sobre a segurança e a eficácia das vacinas, a discussão ganha ainda mais relevância.

 

"Diante deste cenário crítico, a vacinação se reafirma como a ferramenta mais eficaz para conter o vírus, proteger a saúde individual e restabelecer a imunidade coletiva", explica a coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) e mestre em Promoção da Saúde, Greice Kely Nogueira.

Eficiência comprovada

A especialista salienta que os imunizantes são gratuitos, seguros e eficazes. Eles passam por rigorosos ensaios clínicos, trazem grande impacto na qualidade de vida e são submetidos às análises da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de chegarem aos postos de saúde.

 

"Individualmente, as vacinas reduzem significativamente o risco de infecção, complicações e óbitos. Já no âmbito coletivo, contribuem para a redução da circulação de vírus e bactérias na população, interrompendo cadeias de transmissão e protegendo, de forma indireta, grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas", explica Greice.

 

Adesão x fake news

Apesar de o Brasil possuir o Programa Nacional de Imunizações (PNI), um dos maiores e mais respeitados sistemas públicos e gratuitos de vacinação do mundo, a queda na cobertura vacinal preocupa.

 

Segundo a especialista, a hesitação da população em se vacinar é alimentada por um fenômeno complexo: a desinformação, o medo infundado de efeitos colaterais e a "falsa sensação de segurança".

 

"A ideia de que não é necessário vacinar-se porque 'as doenças não existem mais' é um equívoco. Muitas doenças estão controladas justamente pela vacinação. A redução da cobertura vacinal pode levar ao retorno de moléstias já eliminadas, como observado com o sarampo em anos recentes", adverte.

 

Greice também desmistifica boatos comuns, como o de que o imunizante da gripe seria capaz de provocar a doença. "A vacina contra influenza é produzida com vírus inativados ou fragmentados, incapazes de causar a doença", afirma.

 

Estratégias de combate

Para reverter o quadro epidemiológico e aumentar a adesão às campanhas atuais, a coordenadora defende ações práticas, descentralizadas e uma combinação de vigilância epidemiológica e hábitos diários de higiene:

 

1) Vacinação anual: Foco total na campanha em andamento, especialmente para os grupos prioritários (idosos, crianças e pessoas com comorbidades);

2) Acesso ampliado: Ampliação dos horários de atendimento nos postos e realização de campanhas de vacinação nas escolas;

3) Esquema vacinal completo: Respeitar as doses de reforço e os intervalos preconizados pela ciência para garantir proteção duradoura;

4) Higiene e etiqueta respiratória: Lavagem frequente das mãos e uso de lenços descartáveis ao tossir ou espirrar;

5) Proteção em aglomerações: Uso de máscaras por indivíduos que apresentem sintomas gripais e preferência por ambientes ventilados.

 

"Investir na imunização é a escolha mais inteligente para o país. A vacinação é reconhecida como uma das intervenções mais custo-efetivas em saúde pública. Ela evita milhões de mortes anualmente e reduz significativamente a sobrecarga dos sistemas de saúde", complementa Greice Kely Nogueira.

 

Sobre o Centro Universitário Integrado

O Centro Universitário Integrado oferta ensino superior de excelência. A instituição tem nota máxima (5) no Ministério da Educação (MEC), é reconhecida como o melhor Centro Universitário do Paraná (CPC/MEC) e figura entre as mais sustentáveis do Brasil (ranking UI GreenMetric).

 

Sediado em Campo Mourão (PR), com presença no Paraná, Mato Grosso do Sul e Amapá, o Centro Universitário Integrado proporciona educação de vanguarda em mais de 60 cursos de graduação — incluindo Medicina, Agronomia, Odontologia e Direito — e em mais de 70 cursos de pós-graduação. A formação multidisciplinar oferecida ajuda a transformar vidas e está conectada às demandas do mercado global.

 

A instituição de ensino superior possui estrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, ecossistema próprio de inovação, pesquisa e fomento ao empreendedorismo, frente de investimento em startups, professores mestres e doutores com vivência prática e experiência profissional.

 

O Centro Universitário Integrado faz parte do Grupo Integrado, que em 2026 completa 40 anos e engloba o Colégio Integrado, o Instituto Integrado de Ciência e Tecnologia (IN2), a Integrado Genética, as plataformas Super Professor e Coonect.se e a Faculdade Integrado de Macapá.



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