Guarapuava capacita agentes de saúde para identificar e combater violência contra mulheres

Formação realizada em parceria com o Centro Universitário Campo Real prepara profissionais para reconhecer sinais de violência doméstica, acolher vítimas e garantir encaminhamento seguro à rede de proteção.

22/10/2026 18H39

A Prefeitura de Guarapuava promoveu, nesta quinta-feira (22 de outubro), uma capacitação voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. A atividade reuniu agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com o objetivo de fortalecer a identificação de situações de risco e melhorar o atendimento às vítimas.

Denominada Vínculo que Protege, a formação foi realizada no Centro Universitário Campo Real, em parceria com as secretarias municipais de Saúde e de Políticas Públicas para as Mulheres.

O treinamento abordou formas de reconhecer sinais de violência, orientar mulheres em situação de vulnerabilidade e realizar encaminhamentos adequados aos serviços especializados.

Agentes podem identificar casos durante visitas às famílias

Os profissionais de saúde desempenham papel importante na identificação de possíveis situações de violência doméstica, especialmente pelo contato frequente com moradores durante visitas domiciliares e ações comunitárias.

A secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Laura Vasconcelos, destacou que a preparação das equipes é fundamental para evitar que as vítimas sejam expostas a novos riscos.

Segundo ela, os agentes precisam saber identificar sinais de violência e agir com segurança, protegendo tanto a mulher quanto o próprio profissional.

O objetivo é garantir que as vítimas recebam acolhimento adequado e sejam encaminhadas aos órgãos responsáveis pela proteção e pelo atendimento especializado.

Estudantes de Medicina participam da iniciativa

A capacitação também integra o projeto de extensão “Violência contra a mulher: um problema de saúde pública”, desenvolvido por acadêmicos do quarto período de Medicina do Centro Universitário Campo Real.

O projeto é coordenado por Katia Fengler Rodrigues e busca ampliar a compreensão dos futuros médicos sobre os impactos da violência na saúde das mulheres e de suas famílias.

A proposta reforça que o atendimento médico vai além do tratamento de doenças, envolvendo também a identificação de fatores sociais e familiares que comprometem a saúde.

Atendimento mais humanizado e seguro

A coordenadora de Educação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde, Denise Lopes Dambroski, ressaltou a importância da integração entre universidades e poder público para melhorar os serviços oferecidos à população.

A formação faz parte das ações de educação permanente da rede municipal e busca aprimorar os procedimentos de atendimento às pessoas em situação de violência.

Com a iniciativa, Guarapuava fortalece a atuação conjunta dos profissionais de saúde e da rede de proteção, contribuindo para que mulheres vítimas de violência recebam atendimento mais preparado, humanizado e seguro.

Mulheres em situação de violência podem buscar orientação pelo Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.


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