Golpes com falsos bancos e até falsas operações policiais já representam 40% das fraudes no Brasil

Celular aparece em 78% dos casos e o Pix é utilizado em 85% das ocorrências; mais de 3 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes no primeiro semestre de 2026

22/08/2026 16H22

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Os golpes que exploram a confiança, o medo e a pressa das vítimas estão entre as principais ameaças financeiras no Brasil. A chamada engenharia social já representa 40% dos indícios de fraudes financeiras registrados no país, segundo levantamento da Quod divulgado neste sábado (22).

Somente no primeiro semestre de 2026 foram registrados mais de 9 milhões de indícios de fraude, considerando casos suspeitos e confirmados. O número representa crescimento de 10,26% em comparação com o segundo semestre de 2025.

Desse total, mais de 3,6 milhões de ocorrências estavam relacionadas à engenharia social.

Celular e Pix estão no centro dos golpes

Os dados chamam a atenção para a utilização dos meios digitais. O celular esteve presente em 78% dos casos, enquanto o Pix apareceu como meio de movimentação financeira em 85% das ocorrências.

Na engenharia social, muitas vezes o criminoso não precisa invadir diretamente uma conta bancária. A estratégia é convencer a própria vítima a entregar informações, códigos ou realizar uma transferência.

Entre os golpes estão os falsos call centers, nos quais criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras e informam que uma suposta movimentação suspeita foi identificada na conta.

Também existem casos de criminosos que simulam operações policiais, utilizando a falsa autoridade para assustar as vítimas e exigir movimentações financeiras ou informações pessoais.

Inteligência artificial deixa golpes mais convincentes

As abordagens podem começar por ligação telefônica, WhatsApp, SMS ou e-mail e, em alguns casos, se estender por vários dias.

A utilização da inteligência artificial também tornou os golpes mais sofisticados, permitindo clonagem de voz, manipulação de imagens e produção de documentos falsificados, aumentando a aparência de legitimidade das abordagens.

Jovens estão entre as principais vítimas

Outro dado que chama a atenção é o perfil das pessoas atingidas. Os jovens entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas.

Pessoas com renda de até dois salários mínimos correspondem a 58% dos atingidos.

No primeiro semestre de 2026, aproximadamente 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes financeiras no Brasil. Cerca de 799 mil foram vítimas duas vezes ou mais.

Veja como reduzir o risco de cair em golpes

A principal recomendação é desconfiar sempre que alguém exigir uma decisão financeira imediata. Em caso de ligação suspeita, a orientação é interromper o contato e procurar diretamente o banco por seus canais oficiais.

Também é importante nunca fornecer senhas ou códigos de autenticação, conferir nome e dados do destinatário antes de confirmar um Pix, evitar links recebidos de desconhecidos e manter a autenticação em duas etapas ativada sempre que possível.

Outra orientação é desconfiar de pessoas que se apresentam como autoridades e exigem transferências bancárias. Uma suposta investigação policial não é motivo para fornecer senhas, códigos ou realizar Pix.

Os números mostram que, além das ferramentas tecnológicas utilizadas pelos bancos, a atenção do próprio usuário continua sendo fundamental para impedir que uma tentativa de manipulação termine em prejuízo financeiro.

Fonte: Agência Brasil / Quod




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