Golpe do falso advogado faz idoso perder R$ 3,2 mil em Prudentópolis

Criminosos usaram nome e foto do verdadeiro advogado da vítima e enviaram documentos falsificados pelo WhatsApp para convencer o idoso a realizar um Pix

20/08/2026 12H03

imagem ilustrativa/IA

Um idoso foi vítima do chamado “golpe do falso advogado” e perdeu R$ 3.235 em Prudentópolis. O caso foi registrado na manhã desta quarta-feira (19), por volta das 9h10, após o morador procurar a sede da 4ª Companhia da Polícia Militar.

Segundo informações repassadas à PM, a vítima recebeu mensagens pelo WhatsApp enviadas por um número desconhecido. Os criminosos utilizavam a foto e o nome do verdadeiro advogado do idoso, que atua em Ponta Grossa, para dar credibilidade à abordagem.

Golpistas enviaram documentos falsos sobre ação judicial

De acordo com o relato registrado pela Polícia Militar, os criminosos demonstravam ter informações relacionadas a uma ação judicial da vítima e chegaram a encaminhar documentos falsificados.

Nas mensagens, o suposto advogado afirmava que determinados valores referentes ao processo haviam sido liberados. Porém, para que a vítima pudesse receber o dinheiro, seria necessário realizar antecipadamente o pagamento de supostos custos e honorários advocatícios.

Acreditando estar conversando com seu verdadeiro procurador, o idoso realizou uma transferência de R$ 3.235 via Pix, utilizando uma chave aleatória indicada pelos golpistas.

Conforme o registro policial, a conta que recebeu o dinheiro estava em nome de um terceiro e vinculada à Caixa Econômica Federal.

Vítima percebeu golpe após realizar o Pix

A fraude foi descoberta somente depois da transferência. Após efetuar o pagamento, o idoso tentou entrar novamente em contato com o remetente das mensagens, mas não recebeu mais respostas.

Ao perceber que havia sido enganado, ele procurou sua agência bancária para solicitar os procedimentos de bloqueio do valor e, posteriormente, compareceu à Polícia Militar para registrar o Boletim de Ocorrência.

Golpe do falso advogado exige atenção

Casos desse tipo utilizam informações reais de advogados, clientes e processos judiciais para aumentar a credibilidade da fraude. Os criminosos podem copiar fotografias e nomes e entrar em contato por números diferentes, geralmente solicitando transferências via Pix para liberar supostos valores de processos.

Ao receber uma cobrança inesperada relacionada a uma ação judicial, a recomendação é não realizar transferências imediatamente. O cliente deve entrar em contato diretamente com seu advogado por um telefone já conhecido ou procurar pessoalmente o escritório para confirmar a solicitação.

Também é importante desconfiar quando o pagamento é solicitado para contas ou chaves Pix pertencentes a terceiros.

Fonte: Polícia Militar


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