Golpe do falso advogado faz idoso perder R$ 3,2 mil em Prudentópolis
Criminosos usaram nome e foto do verdadeiro advogado da vítima e enviaram documentos falsificados pelo WhatsApp para convencer o idoso a realizar um Pix
imagem ilustrativa/IA
Um idoso foi vítima do chamado “golpe do falso advogado” e perdeu R$ 3.235 em Prudentópolis. O caso foi registrado na manhã desta quarta-feira (19), por volta das 9h10, após o morador procurar a sede da 4ª Companhia da Polícia Militar.
Segundo informações repassadas à PM, a vítima recebeu mensagens pelo WhatsApp enviadas por um número desconhecido. Os criminosos utilizavam a foto e o nome do verdadeiro advogado do idoso, que atua em Ponta Grossa, para dar credibilidade à abordagem.
Golpistas enviaram documentos falsos sobre ação judicial
De acordo com o relato registrado pela Polícia Militar, os criminosos demonstravam ter informações relacionadas a uma ação judicial da vítima e chegaram a encaminhar documentos falsificados.
Nas mensagens, o suposto advogado afirmava que determinados valores referentes ao processo haviam sido liberados. Porém, para que a vítima pudesse receber o dinheiro, seria necessário realizar antecipadamente o pagamento de supostos custos e honorários advocatícios.
Acreditando estar conversando com seu verdadeiro procurador, o idoso realizou uma transferência de R$ 3.235 via Pix, utilizando uma chave aleatória indicada pelos golpistas.
Conforme o registro policial, a conta que recebeu o dinheiro estava em nome de um terceiro e vinculada à Caixa Econômica Federal.
Vítima percebeu golpe após realizar o Pix
A fraude foi descoberta somente depois da transferência. Após efetuar o pagamento, o idoso tentou entrar novamente em contato com o remetente das mensagens, mas não recebeu mais respostas.
Ao perceber que havia sido enganado, ele procurou sua agência bancária para solicitar os procedimentos de bloqueio do valor e, posteriormente, compareceu à Polícia Militar para registrar o Boletim de Ocorrência.
Golpe do falso advogado exige atenção
Casos desse tipo utilizam informações reais de advogados, clientes e processos judiciais para aumentar a credibilidade da fraude. Os criminosos podem copiar fotografias e nomes e entrar em contato por números diferentes, geralmente solicitando transferências via Pix para liberar supostos valores de processos.
Ao receber uma cobrança inesperada relacionada a uma ação judicial, a recomendação é não realizar transferências imediatamente. O cliente deve entrar em contato diretamente com seu advogado por um telefone já conhecido ou procurar pessoalmente o escritório para confirmar a solicitação.
Também é importante desconfiar quando o pagamento é solicitado para contas ou chaves Pix pertencentes a terceiros.
Fonte: Polícia Militar
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