Eventos climáticos extremos colocam agro brasileiro em alerta e ameaçam produção de alimentos, alerta ABAG

Associação Brasileira do Agronegócio manifesta solidariedade às vítimas em São Paulo e no Rio Grande do Sul e cobra ações estruturais para reduzir impactos das mudanças climáticas no campo

27/07/2026 07H30

imagem ilustrativa/IA

Os recentes eventos climáticos extremos registrados no interior de São Paulo e no Rio Grande do Sul voltaram a acender o alerta sobre a vulnerabilidade do agronegócio brasileiro diante das mudanças no clima. Em nota oficial, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) lamentou os prejuízos humanos, sociais e econômicos provocados pelas fortes chuvas e temporais, além de defender investimentos permanentes em prevenção, infraestrutura e apoio aos produtores rurais.

Segundo a entidade, além das perdas materiais e das vítimas registradas, os fenômenos climáticos também provocaram danos significativos às atividades agrícolas e pecuárias, colocando em risco a produção de alimentos, biocombustíveis e o abastecimento do mercado.

Temporal provoca prejuízos em Ribeirão Preto e região

A ABAG manifestou solidariedade às famílias atingidas pelo forte temporal que atingiu recentemente Ribeirão Preto e outras cidades do Nordeste do Estado de São Paulo.

De acordo com a entidade, o evento climático causou destruição de residências, estabelecimentos comerciais, deixou pessoas feridas e resultou em uma morte.

Por se tratar de uma região com forte vocação agrícola, os impactos também chegaram ao campo, afetando lavouras de cana-de-açúcar, frutas, soja, milho e outras culturas importantes para a economia regional.

Além das perdas na agricultura, os prejuízos também atingiram a pecuária, comprometendo parte da produção e podendo refletir no abastecimento de alimentos e biocombustíveis.

Rio Grande do Sul volta a enfrentar dificuldades

A entidade também prestou solidariedade aos produtores rurais e à população do Rio Grande do Sul, que novamente enfrentam os efeitos das fortes chuvas registradas em diversas regiões do estado.

A situação preocupa especialmente pelo histórico recente das enchentes que atingiram o território gaúcho, quando cidades como Porto Alegre sofreram uma das maiores tragédias climáticas da história do país.

Segundo a ABAG, muitos agricultores e pecuaristas ainda enfrentam dificuldades financeiras para reconstruir suas propriedades após as enchentes anteriores e convivem com elevado nível de endividamento.

Produção agrícola pode ser comprometida

Na avaliação da associação, a repetição de eventos climáticos extremos pode comprometer a produção nacional de alimentos e gerar impactos sobre toda a cadeia do agronegócio.

Além do abastecimento interno, a redução da produtividade pode afetar as exportações brasileiras, responsáveis por uma parcela significativa da economia nacional.

A entidade ressalta que lavouras, pastagens e propriedades rurais permanecem vulneráveis aos efeitos das chuvas intensas, exigindo ações preventivas e investimentos em infraestrutura.

ABAG cobra preparação para emergências climáticas

Em sua manifestação, a Associação Brasileira do Agronegócio reconhece o trabalho realizado pela Defesa Civil, organizações não governamentais e entidades empresariais no atendimento às populações afetadas.

No entanto, a entidade afirma que é fundamental que governos municipais, estaduais e federal ampliem os investimentos em planejamento, infraestrutura e gestão de riscos para minimizar os impactos das mudanças climáticas.

Segundo a ABAG, as previsões meteorológicas já indicavam a possibilidade da ocorrência de eventos extremos, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres.

Apoio aos produtores rurais é prioridade

A associação também defende medidas que garantam apoio financeiro aos produtores rurais atingidos pelas enchentes, especialmente aqueles que ainda não conseguiram recuperar totalmente suas atividades após os desastres registrados anteriormente.

Para a entidade, preservar a capacidade produtiva do campo significa proteger o abastecimento de alimentos, fortalecer a economia nacional e garantir a continuidade das exportações do agronegócio brasileiro.

A ABAG conclui que os impactos das mudanças climáticas exigem uma resposta coordenada entre poder público, setor produtivo e sociedade para reduzir perdas humanas, sociais e econômicas e tornar o agronegócio brasileiro mais resiliente diante dos desafios climáticos.

Fonte: Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).


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