Chegada da primavera aumenta casos de rinite e outras alergias respiratórias

Maior circulação de pólen durante a estação pode agravar rinite, asma e conjuntivite; estimativa aponta que até 25% da população da região Sul apresenta algum tipo de sensibilidade

21/09/2026 19H30

Fisioterapia respiratória pode auxiliar no tratamento e prevenção de problemas respiratórios mais fr

Com a chegada da primavera nesta terça-feira (22), aumenta também a preocupação com as alergias sazonais. A maior presença de pólen, poeira e ácaros no ar pode provocar ou agravar problemas respiratórios, principalmente em pessoas predispostas.

Na região Sul, estima-se que 20% a 25% da população apresente algum tipo de sensibilidade relacionada às flores e plantas. O pólen liberado por gramíneas, como o azevém, além de árvores e ervas daninhas, pode entrar em contato com as mucosas e desencadear reações inflamatórias.

Entre os problemas mais comuns está a rinite sazonal, que provoca espirros, coriza, congestão e coceira no nariz e na garganta. A conjuntivite pode causar vermelhidão, lacrimejamento e coceira nos olhos. Já pessoas com asma podem apresentar tosse, chiado no peito e falta de ar.

Prevenção antes das crises

Segundo o professor de Fisioterapia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, Anderson Brandão dos Santos, alguns cuidados podem começar antes mesmo do aparecimento das crises.

A fisioterapia respiratória, conforme explica o especialista, pode auxiliar na prevenção, tratamento e reabilitação de diferentes alterações do sistema pulmonar.

A técnica pode contribuir para melhorar a ventilação, reduzir o esforço respiratório, auxiliar na eliminação de secreções e fortalecer a musculatura envolvida na respiração.

O atendimento deve ser individualizado, considerando as condições e necessidades de cada paciente.

Atenção especial aos idosos

A fisioterapia respiratória pode ser utilizada em diferentes faixas etárias e em situações envolvendo asma, DPOC, pneumonia, bronquiolite, fibrose cística, recuperação de infecções respiratórias e períodos pré e pós-operatórios.

Nos idosos, especialmente acima dos 70 anos, os cuidados ganham importância devido às alterações naturais provocadas pelo envelhecimento e à redução da capacidade funcional.

“Devemos pensar no indivíduo de maneira global: respirar melhor para conseguir se movimentar bem, realizar suas atividades e preservar sua autonomia”, destaca Anderson.

Com a primavera, pessoas que apresentam sintomas recorrentes ou dificuldades respiratórias devem procurar avaliação de profissionais de saúde para identificar a causa e definir o tratamento adequado.


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