6 dicas para extrair mais valor da IA no ambiente profissional
Com a popularização das ferramentas, empregadores começam a separar quem apenas terceiriza tarefas de quem usa a tecnologia para ganhar produtividade
imagem gerada por IA
A popularização das ferramentas de inteligência artificial mudou rapidamente a forma como profissionais executam suas atividades no dia a dia. De tarefas simples, como escrever e-mails ou montar apresentações, a análises mais complexas, a tecnologia passou a fazer parte da rotina de diferentes áreas. No entanto, o que começa a diferenciar os profissionais não é apenas o acesso às ferramentas, mas a forma como elas são utilizadas no trabalho.
De um lado, há quem recorra à IA como um atalho para terceirizar tarefas operacionais e ganhar velocidade. De outro, profissionais que integram a tecnologia ao fluxo de trabalho, automatizam etapas, estruturam análises e elevam o nível das entregas — muitas vezes acima do esperado para sua função ou grau de senioridade.
Esse descompasso também aparece nos dados. O relatório State of AI in the Enterprise 2026, da Deloitte, mostra que 92% das organizações pretendem ampliar investimentos em inteligência artificial nos próximos anos, mas apenas 1% se considera madura na adoção da tecnologia. Para especialistas, o principal desafio não é o acesso às ferramentas, mas a capacidade de utilizá-las e integrá-las de forma eficiente ao trabalho.
“A IA está seguindo um caminho parecido com o do Excel. No começo, saber usar era um diferencial. Depois, virou pré-requisito. Agora, o que separa os profissionais é o nível de profundidade com que ele entrega os trabalhos”, afirma Fred Araújo, especialista em IA da Hashtag Treinamentos, edtech brasileira focada no ensino de habilidades técnicas (hard skills), especialmente em áreas como tecnologia, dados e automação.
Segundo a empresa, a demanda por cursos de IA evoluiu rapidamente, saindo de um interesse inicial mais básico para aplicações voltadas à automação, ganho de eficiência e melhoria da qualidade das entregas. Na prática, o foco deixa de ser “o que a ferramenta faz” e passa a ser “o que o profissional consegue fazer melhor com ela”.
Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no mercado de trabalho. A Deloitte estima que 36% das empresas esperam automatizar ao menos 10% dos empregos em um ano, percentual que pode chegar a 82% em três anos, principalmente em funções operacionais. O efeito não é apenas substituição, mas um reposicionamento do valor dos profissionais dentro das organizações.
Com tarefas repetitivas sendo automatizadas, cresce a demanda por profissionais capazes de estruturar problemas e soluções, interpretar informações, validar resultados e tomar decisões com apoio de dados. Nesse cenário, especialistas apontam alguns caminhos para quem deseja usar a inteligência artificial de forma mais estratégica no trabalho.
Veja algumas dicas para extrair mais valor da IA no ambiente profissional:
1. Vá além do uso superficial da tecnologia: Muitos profissionais utilizam a IA apenas para tarefas rápidas, como redigir e-mails ou gerar apresentações. Embora isso traga agilidade, o diferencial está em explorar o potencial da tecnologia para melhorar processos e elevar a qualidade das entregas.
2. Integre a IA ao fluxo de trabalho: Em vez de usar a ferramenta de forma isolada, profissionais mais preparados incorporam a inteligência artificial às rotinas de trabalho, automatizando etapas e organizando melhor as atividades.
3. Combine soft skills com domínio técnico: Adaptabilidade, pensamento crítico e aprendizado contínuo seguem importantes, mas não geram resultado sozinhos. Sem domínio técnico, essas habilidades não se traduzem em ganho real de produtividade ou eficiência.
4. Aprenda a estruturar melhor os comandos e análises: Profissionais que extraem mais valor da IA sabem orientar melhor os comandos, escolher ferramentas adequadas para cada tarefa, revisar respostas com critério e cruzar informações antes de tomar decisões.
5. Automatize tarefas recorrentes: Outro passo importante é utilizar a tecnologia para encadear tarefas e automatizar atividades repetitivas, liberando tempo para atividades que exigem julgamento, repertório e tomada de decisão.
6. Use a IA como amplificadora da capacidade profissional: “A IA acelera a execução, mas não substitui julgamento. O erro mais comum é tratar a ferramenta como substituta do trabalho intelectual, quando o ganho real está em usá-la como amplificadora da capacidade do profissional”, explica Fred.
Na prática, o mercado começa a consolidar uma nova divisão: não entre quem usa ou não usa inteligência artificial, mas entre quem a utiliza apenas como atalho e quem consegue transformá-la em aumento real de capacidade e relevância dentro das empresas.
Se antes a alfabetização digital significava dominar ferramentas como Excel, hoje envolve estruturar problemas e soluções, orientar sistemas inteligentes, validar informações e transformar dados em decisões. A tecnologia está disponível para todos. A diferença está em quem aprende a utilizá-la melhor e, com isso, consegue evoluir mais rápido e entregar mais valor no ambiente profissional.
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