Refrigerantes Thoms fecha e região Sul perde mais uma fábrica regional

terça-feira, 10 de abril de 2018

Distorções tributárias no setor de bebidas levam pequenos e médios fabricantes nacionais a encerrar operações

 

Refrigerante Thom_framboesaA Indústria de bebidas Thomsen, do tradicional refrigerante de framboesa Thom, fechou a fábrica em Blumenau. O anúncio chegou na terça-feira, 3. A Afrebras - Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil - lamenta a perda de mais uma fábrica regional. Só em Santa Catarina, que contava com 18 empresas em 1990, foram fechadas 9, incluindo a Thomsen.

Dentre os dados mais alarmantes apresentados pela Afrebras, o número de empresas do setor foi reduzido a menos de um terço ao longo dos anos. Em 1960, quando começou o censo industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existiam 892 empresas de refrigerantes no Brasil, caindo para 215 em 2017.

As fábricas regionais de refrigerantes geraram 16.800 empregos diretos (RAIS-2016) em todo o País. Empregos que se encontram cada vez mais comprometidos pela difícil realidade tributária do setor.  Somente na década de 2006-2016 foram fechados 7.200 postos de trabalho. “Algumas fábricas são cruciais para o equilíbrio econômico de municípios, sendo muitas vezes uma das principais empregadoras locais”, comenta o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros.

Para o presidente da Afrebras, as distorções tributárias do setor de bebidas são responsáveis pelas dificuldades que enfrentam os pequenos e médios fabricantes. As fábricas regionais pagam, proporcionalmente, mais impostos que multinacionais do setor. Grandes empresas contam com benefícios federais, estaduais, linhas de crédito do BNDES e outros diferenciais. Todo esse aparato econômico constrói um mercado extremamente concentrado.

Coca-Cola, Ambev e Brasil Kirin (comprada pela Heineken) ocupam 87% do mercado de refrigerantes brasileiro. Este cenário comprova o quanto o sistema tributário brasileiro tem falhado com as “tubaínas” nacionais. “O poder público não pode promover a desigualdade. Nós queremos condições iguais para uma concorrência saudável no setor, sob pena de termos o desaparecimento das fábricas regionais”, defende Bairros.

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