No programa de Silvio Santos, Temer defende reforma da Previdência

domingo, 28 de janeiro de 2018

Silvio Santos recebe o presidente da República Michel Temer no programa deste domingo
Silvio Santos recebe o presidente da República Michel Temer no programa deste domingo Foto: Divulgação SBT
Patricia Cagni

BRASÍLIA - Em sua primeira participação em um programa de auditório, o presidente Michel Temer foi recebido pelo apresentador Silvio Santos para explicar as mudanças propostas na reforma da Previdência. Gravado há cerca de uma semana, a edição do programa foi exibida na noite deste domingo. Nos 15 minutos de conversa sobre a reforma, o apresentador levantou questões que ainda geram dúvidas na população. De acordo com o presidente, a participação no programa de auditório trouxe a "oportunidade de transmitir a realidade da Previdência no Brasil".

Temer explicou à plateia sobre o déficit de R$ 189 bilhões registrados no programa de seguridade social. Em seguida, foi enfático ao afirmar que, caso a reforma não seja aprovada pelo Congresso, a expectativa de déficit para o ano que vem é de R$ 220 bilhões.

- Se não houver uma reformulação da Previdência, o que vai acontecer daqui a dois, três anos, é aquilo que aconteceu em Portugal e na Grécia. Ou seja, uma dívida previdenciária tão grande, tão expressiva, que lá foi preciso cortar 3% a 40% dos vencimentos dos funcionários públicos - disse Temer.

Durante a entrevista, Silvio Santos pontuou questões como a queda na taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida do brasileiro. Segundo Temer, a reforma precisa ser efetivada para "prevenir o futuro".

- Por que estamos fazendo a reforma da Previdência agora? Para prevenir o futuro. Porque você vê, quando você tem a conta pública equilibrada, você tem queda de inflação, dos juros, você tem alimentos mais baratos. E quando não há essa possibilidade, o que ocorre é que as contas públicas crescem de uma tal maneira que você começa a ter prejuízos - alegou Michel Temer.

Silvio Santos citou as conquistas econômicas do governo registradas no fim de 2017 - como a queda dos juros e da inflação - e afirmou que , agora, "a dificuldade que o Brasil está tendo é justamente com a Previdência". O apresentador enfatizou que, caso a reforma não seja aprovada pelo Congresso este ano, nos próximos três ou quatro anos não existirá dinheiro para pagar os valores destinados aos aposentados e pensionistas.

- De repente, você tem que fazer um tal corte na Previdência que prejudica a todos. Mas quero registrar que este projeto de Previdência não alcança os mais pobres. Agora, quem ganha R$ 13 mil, R$ 20 mil, R$ 30 mil vai ter que fazer uma Previdência complementar. Vai ter que tirar do próprio bolso para, lá na frente, conseguir aposentar com 30 mil - esclareceu Michel Temer.

- Não é má vontade do político, não é má vontade do presidente. É que não vai haver dinheiro para pagar - afirmou o apresentador à plateia.

Diante dos números apresentados pelo presidente, o apresentador avaliou como "uma situação gravíssima" a atual realidade da Previdência Social no Brasil. Silvio Santos perguntou ao presidente qual o papel dos deputados na negociação sobre a votação da reforma previdenciária no Congresso - são eles os responsáveis pela primeira votação da proposta no Congresso.

Temer destacou as mudanças significativas que foram feitas desde o primeiro texto com a proposta para a reforma. De acordo com o presidente, o novo projeto de Previdência Social apresentado ao Congresso tem as regras "bastante amenizadas". Para ele, isso pode facilitar a compreensão da sociedade sobre o assunto e garantir que os deputados defendam a proposta.

- A Câmara dos Deputados, de alguma maneira, transmite a vontade popular. Então, é importante que o Brasil inteiro sensibilize os deputados porque eles representam a vontade popular. E se a população compreender isso que nós dois estamos dizendo aqui, os deputados vão lá e depositam seu voto favoravelmente - saliento

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