Tecnologia e profissionalização do engenheiro agrônomo evidenciam Guarapuava como um dos protagonistas da produção agrícola do Estado

domingo, 14 de outubro de 2018

Tecnologia e profissionalização do engenheiro agrônomo evidenciam Guarapuava como um dos protagonistas da produção agrícola do Estado

Por assessoria Crea

A safra agrícola deste ano vem evidenciando o Paraná entre os maiores índices de produtividade do país nas culturas de aveia, centeio, fumo, laranja, milho e triticale, de acordo com dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de ocupar apenas 2,3% do território nacional, o Paraná produz mais de 17% dos grãos do país e isso se deve, entre outros motivos, pela profissionalização do engenheiro agrônomo no estado. 

Especificamente na região de Guarapuava, quase mil engenheiros agrônomos são registrados no Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), somente na inspetoria de Guarapuava são 536. Para o  inspetor da modalidade de Agronomia do Crea-PR, Paulo Denilson Basso, a formação acadêmica dos profissionais da Agronomia garante maior excelência na assistência técnica, sistema de produção e gestão agrícola. “O conhecimento adquirido por esses profissionais é aplicado para que o produtor rural tenha o máximo de eficiência na sua atividade mantendo sua rentabilidade e respeito ao meio ambiente. Atendendo assim a demanda de alimentos mundial e a qualidade segura de alimentos a mesa do consumidor”, afirma. 

Na mesma linha, o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Região de Guarapuava, Eng. Agrônomo José Roberto Papi, aponta as importantes contribuições da produção de conhecimento neste setor. “Quando se fala em agronegócio levando em consideração a economia brasileira, tem que se falar da contribuição dos engenheiros agrônomos que geram conhecimento e o transmitem na extensão rural, bem como na comercialização da produção e dos produtos fitossanitários de forma técnica”, observa.   

Entre os 399 municípios do estado, Guarapuava destaca-se na produção de nove culturas: 

 

Cultura 

Ranking estadual 

Toneladas 

Batata inglesa 

1º 

45.325,570 

Centeio - grão 

1º 

294,960 

Cevada 

1º 

32.366,603 

Triticale 

1º 

726,160 

Cebola 

2º 

4.289,965 

Tomate rasteiro 

2º 

2.753,280 

Aveia branca 

3º 

11.085,760 

Soja - grão 

6º 

204.322,227 

Milho - grão 

8º 

196.852,381 

Fonte: Censo Agro 2017 (IBGE) 

Tais resultados alcançados em termos de produtividade em Guarapuava são resultados da combinação entre profissionalização e tecnologia no campo. Com ofertas do curso de Agronomia na universidade estadual e em instituições de ensino particulares, Guarapuava tornou-se um polo de produção de conhecimento na área, proporcionando diversas oportunidades de atuação para os profissionais. “A região de Guarapuava é caracterizada por investir em tecnologia nas lavouras, com equipamentos de ponta e sementes certificadas. E, com isso, temos uma demanda por profissionais da área de Agronomia, não somente nas instituições cooperativas ou empresas privadas do setor do agronegócio, mas também nas propriedades rurais, desempenhando o papel de gerente de áreas agrícolas”, destaca o inspetor do Crea-PR, Paulo Denilson Basso.  

 

Segurança do trabalho do Engenheiro Agrônomo 

 Cada vez mais em evidência, o tema segurança do trabalho tem sido trabalhado nas mais diversas profissões, inclusive nas atividades do campo. Os engenheiros agrônomos são profissionais fundamentais neste processo de assegurar a integridade física dos colaboradores que trabalham diariamente nas lavouras.  

Conforme o Eng. Segurança do Trabalho e inspetor chefe da Inspetoria de Guarapuava do Crea-PR, Massanori Hara, o engenheiro agrônomo deve auxiliar nas precauções de segurança do trabalho, que se estendem desde o cuidado no deslocamento nas propriedades rurais até a prevenção da intoxicação química no manejo de agrotóxicos. “O engenheiro agrônomo tem o conhecimento das leis e normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e deve disseminá-las para os trabalhadores rurais, orientando e cobrando que todas as atividades sejam executadas de forma a resguardar a vida e saúde dos mesmos, sejam no uso de equipamentos de proteção individual, equipamentos de proteção coletiva ou procedimentos normatizados para as atividades no campo”, explica.

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